sexta-feira, 14 de março de 2014

A Princesinha do Sul - Pelotas além dos doces

Passando por Pelotas imperdível é tomar um delicioso café expresso no Cafe´Aquários, lugar de encontro do pessoal da velha guarda da cidade, mas também frequentado por estudantes. Para comer e beber o lugar mais conhecido é a a Choperia Cruz de Malta, com suas torres de chopp e seus grossos filés (mas o preço é bem salgado), uma opção barata são os cachorrões na Bento Gonçalves ou se não o Circus na frente da universidade Católica (que pra mim é o melhor). A o lugar obrigatório é o bar João Gilberto, que reúne gente dos 18 aos 70, com pop, rock e pagode, tudo misturado na mesma noite, além de boa bebida e comida (pra mim o melhor barzinho do interior do estado). Um lugar legal de visitar também o Museu da Baronesa, que conta um pouco da aristocracia gaúcha do seculos passados. 


Lugar para comprar rupa barata é a Brascon, e doces você vai encontrar por toda parte, principalmente no centro e realmente são deliciosos, além disso Pelotas tem muitas praças bonitas para se passear e relaxar. E é claro se for a Pelotas principalmente no verão vale a pena visitar o Laranjal, um grande balneário com boa infraestrutura entorno da lagoa dos patos.
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Gruta Nossa Senhora de Fátima - Um dos lugares mais incríveis do Rio Grande

Nova Esperança do Sul, fica mais ou menos a 150 km de Santa Maria, um pouco antes de se chegar a Santiago. A principio o lugar não promete nada, é um balneário bem simples, com infra-estrutura modesta, mas ao seguirmos o caminho da gruta, já nos admiramos na entrada, pois é uma caverna (um túnel de pedra), com um caminho escuro e úmido, e no final chegamos a enorme gruta central, onde existe uma espécie de Igreja improvisada, com bancos de madeira, algumas imagens de Santo, e da pra ver o sol entrando por uma enorme fenda no teto , uma visão realmente fora do comum. Mais à frente existe outra caverna, bem mais estreita e escura, daí sim a gente se sente numa aventura, passando pelas rochas, em fendas estreitas, lugar mal iluminado e muito úmido.Como se não bastasse Nova Esperança ainda nos brinda com uma cascata lindíssima a Véu de Noiva, muito alta, e com um belo lago para nadar. Pude subir nas pedras atrás da cascata e deitar nelas, e ver a água caindo lá de cima, realmente uma experiência repleta de paz, quase espiritual, que nos faz agradecer a Deus por toda essa natureza. Ainda existem outras cascatas e grutas no lugar, que desta vez não conseguimos explorar pelo adiantado da hora, mas com certeza visitar as grutas e cascatas de Nova Esperança, é um roteiro obrigatório para quem quer conhecer melhor o Rio Grande, pois este lugar se não o mais belo de nosso Rio Grande, com certeza fica entre os primeiros.

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Até quando.. (Um ano da tragédia da boate Kiss);

Um ano da tragédia da boate Kiss;
Um aniversário que ninguém gostaria de comemorar;
Mas que não pode ser esquecido;
Num pais de tantas vergonhas, esta é mais uma que temos que suportar;
Até quando o dito orgulho de ser brasileiro, vai ser só seleção e carnaval?
Até quando, os pais chorarão sozinhos a dor de suas perdas?
E assim, continuamos perdendo a cada canetaço do congresso, a cada enchente no Rio de Janeiro, a cada assalto, bala perdida, a cada tragédia.
E você sem nada fazer para melhorar o mundo.
Até quando?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aprenda a ser rico.

Invista tudo que tiver em capital social, intelectual, espiritual e cultural, pois, “ter um monte de dinheiro”, nada mais é do que um grande acumulo de bens perecíveis, que no mais das vezes apenas refletem o egoísmo, ganância e miséria de seu detentor. Autor: Fernando Sant'Anna.2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Resenha do filme: Intocáveis:

Ao contrário do titulo, é impossível não se sentir tocado pelo filme: Intocáveis, que conta a inusitada amizade entre o tetraplégico Philippe (François Cluzet, que pra mim é um sósia do Dustin Hoffman, e tão talentoso quanto) e ex-presidiário Driss (Omar Sy). A atuação de ambos já vale o ingresso. Impossível não dar muitas risadas com Driss, com seu jeito sem noção, e não se comover com o pragmático e sofrido Philippe. Driss é um cara sofrido pela vida, pobre, criado em um gueto, que viu na marginalidade e malandragem a única saída para a sobrevivência, e Philippe é o pobre homem rico, que apesar de todo seu dinheiro, esta preso em seu próprio corpo, dependendo de outras pessoas até para se limpar. A grande sacada do filme, é juntar duas realidades extremamente opostas, e dois personagens antagônicos, mas tão similares em suas dificuldades, um forte e saudável, mas pobre, e com poucas perspectivas de sucesso, e outro rico, mas imóvel, sem poder desfrutar o que seu dinheiro lhe oferece. Nesta intersecção que o filme se desenrola. E ao contrário do drama piegas que os personagens poderiam ensejar, é um filme otimista e extremamente engraçado, onde Driss, com seu jeito sem noção, vai virando a vida de Philippe de pernas pro ar, tunando a cadeira de rodas do amigo tetraplégico, o fazendo fumar maconha, dentre todas outras maluquices que lhe dão na veneta. E assim as vidas de ambos se completam, numa sincera amizade, e a estranheza do primeiro momento se torna afeição e apego. Tanto que após uma forçada separação, Philippe se deprime e não consegue voltar a viver sem o amigo, mas Driss ressurge, e faz o amigo voltar a ter uma razão para viver. Um filme maravilhoso realmente, onde Driss, é o perfeito anti-heroi, que no fim salva o amigo e o salvando salva a si mesmo. E nos faz pensar, nas oportunidades que a vida da, e os caminhos pelos quais nos leva. FSantanna.2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O Tal homem de Branco

Quem medirá a febre de nossas crianças no interior do Amapá? Quem atenderá em meio aos alagadiços do Pantanal? Qual digníssimo “doutor” se embrenhará para atender nos confins da Amazônia? Realmente não sei se é ética, política ou estética, a medida do poder central. Brasileiro, Cubano ou Chinês, aquele homem de jaleco branco que salvar uma vida, naquela cidadezinha esquecida, onde nunca se viu um “doutô”. Esse sim estará com a razão. E na mídia esses mecânicos de gente, com seus mais de quinze mil por mês, carros importados, chamando os cubanos de escravos, sem olhar por lado. Tomando toda e qualquer medida, para que o pobre que mora longe, continue na pindaíba. Medo da concorrência? Ou medo de que o povo nos confins do Brasil pare de morrer? Se dizem Médicos, mas preferem ser chamados Doutores, mas bem lá no fundo de sua vaidade se vêem como Santos. Mas humano, será que é, o tal homem de branco? Autor: FSantanna 2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Resenha do Filme: Faroeste Caboclo.

Finalmente consegui assistir o filme Faroeste Caboclo, dirigido por René Sampaio (anotem esse nome), filmagem da música da banda Legião Urbana, de mesmo nome (a qual para mim junto com Marvin dos Titãs está no topo do rock nacional).  Mas apesar disso, confesso que não tinha boas expectativas quanto ao filme, pois, normalmente como acontece com ótimos livros, ou quadrinhos, sua passagem para as normalmente decepciona, mas confesso que o filme me surpreendeu. Realmente uma homenagem digna a Renato Russo, e sua legião. É uma releitura muito bem feita. Acelerada, dinâmica, que mesmo com final, já conhecido, nos deixa apreensivos pelo por vir. Parabéns a direção do longa. Atrevo-me a colocar Faroeste Caboclo na lista dos 10 melhores filmes nacionais dos últimos anos, junto com Cidade de Deus, Tropa de Elite, O Palhaço, e alguns outros títulos que a memória teima em esquecer (talvez este lista chegue no máximo a 5, infelizmente). A lógica do filme é fiel a música, João de Santo Cristo, é o anti-herói, brilhantemente interpretado por Fabrício Oliveira, destacadíssima a atuação do cara, que interpreta o menino pobre, alijado de tudo, que apesar de tentar ser bom e honesto, o destino cruel parece levá-lo sempre ao crime.  Aí mesmo João cometendo assassinatos cruéis durante toda a trama, estilo Django (bom filme), onde ele estoura a cabeça dos oponentes, e sai tranqüilo e impassível. Todas as mortes são digamos assim, moralmente justificadas, claro que na moral distorcida do olho por olho, dente por dente. Primeiro é o soldado que matou seu pai, por motivo fútil, que João executa. E mais tarde novamente vítima da violência volta a ter sangue nas mãos. João é o cara ferrado, analfabeto, que luta contra todas as perspectivas, para se dar bem na vida, e mesmo tentando ser direito, sendo primo do traficante Pablo, a única pessoa que João tem no mundo, acaba caindo sem querer no crime. Tudo piora quando ao fugir da polícia conhece Maria Lucia, e é claro se apaixona perdidamente. Um Romeu e Julieta moderno, onde a rixa familiar, da lugar, a rixa social, contrapondo ela filha de Senador, e ele filho da miséria e da violência. Um Romance insólito do preto, pobre, ferrado, e da Patricinha. O que nos faz pensar na enorme hipocrisia de nossa sociedade. Santo Cristo tenta lutar pela bela, numa sociedade que não tem lugar pra ele, então apela para sua única arma, a “Winchester 22”. Aí entra Jeremias (ator: Felipe Abib), a figura do Playboy escroto e sem moral, que com os sonhos de Santo Cristo decide acabar. A trama é ótima e nada piegas, e João sempre ferrado, se dando mal do início ao fim. “Violência e estupro de seu corpo”. Mas se vinga, despeja seu ódio sanguinário, e se ferra mais ainda. Aí créditos ao filme que reabilita a imagem da Maria Lúcia, ao transformá-la da Patricinha fútil da música, que trocou João por Jeremias sem motivos aparentes, numa espécie de mártir no filme, sacrificando sua vida e seu corpo, em nome do amado. O que ao contrário de ficar brega torna o filme épico. Quanto a Isis Valverde, ficou bem no papel, e não botou a perder. Somente o final, que achei menos surpreendente que o filme, claro que era previsto, mas não é grandioso, e fantástico como na música. Acredito que o diretor tentou torná-lo mais crível, tirando a torcida, reduzindo o desfecho do drama aos três personagens principais. E quando já estava torcendo para que tudo fosse mudado, Santo Cristo matasse Jeremias, e fugisse com a mocinha, e a coerência que se danasse. Todos morrem como previsto, e a realidade nos constrange, ao vermos que nascido pobre, negro e sem estudos, numa sociedade racista e elitista, por mais que tenha lutado lindamente, João morre sem glória. Talvez tenha sido nisso que Renato Russo pensou ao cantar ao final da música, que João só queria falar pro Presidente, pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer. Fazendo de seu João de Santo Cristo, a síntese de um povo brasileiro que tendo todos seus direitos desrespeitados, e sofrendo todo tipo de violência diariamente, continua lutando como nunca, mas perdendo como sempre. Pelo menos até agora...

Por: FSantanna
25.06.2013